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Miguel Oliveira,
um pioneiro no Moto GP

27 de Dezembro de 2018

Miguel Oliveira tem apenas 23 anos, mas está já num patamar onde nunca outro português havia antes chegado: o MotoGP, a categoria rainha do motociclismo mundial. A tão ansiada estreia está marcada para 10 de março, no Qatar. Um marco tão perto de se tornar real e, simultaneamente, tão longe dos primeiros quilómetros feitos sobre uma mota, quando era apenas uma criança a acelerar atrás do pai, em Almada. “Estar em cima da mota sozinho intimidava-me um pouco”, confessa.

A partir da sua loja no Seixal, que é também um repositório de memórias feitas de vitórias, pedaços de mota danificados pelas quedas, capacetes ou fatos de competição, Miguel Oliveira guia o Equipa da Casa numa volta pela sua ainda curta – mas preenchida – carreira e conta como evoluiu de “um miúdo normal que ia às aulas e tinha de faltar às sextas e às quintas para ir para Espanha correr” até chegar a vice campeão de Moto3 e de Moto2.

“Não é suficiente apenas ter chegado ao MotoGP, quero ser também o melhor nesta categoria”

Ao seu lado no circuito vai encontrar nomes já históricos deste desporto, como Valentino Rossi, Marc Márquez ou Jorge Lorenzo. No entanto, Miguel Oliveira garante em entrevista à Equipa da Casa que não se intimida com a concorrência e quer impor-se no circuito com a ajuda da equipa da Red Bull/KTM. “Não é suficiente apenas ter chegado ao MotoGP, quero ser também o melhor nesta categoria”, afirma. E para o primeiro ano entre a elite do motociclismo mundial, o piloto português recusa colocar limites: “Não coloco fasquias. O máximo que eu posso atingir no próximo ano é ser campeão do Mundo e ganhar todas as corridas, portanto, tudo o que vier abaixo disso é lógico que é bem-vindo”.

O desafio é enorme para Miguel Oliveira, que assume ter consciência de que este será um ano para “batalhar com a mota” e de grande “investimento pessoal. A mudança é, uma vez mais, inevitável, mas o piloto revela saber como se orientar por entre os obstáculos e as ‘armadilhas’ do primeiro ano. “A chave é saber lidar bem com os bons momentos, fazendo as escolhas certas e tendo os pés assentes no chão, e nos maus momentos conseguir ter uma capacidade de resiliência e de autoderminação implacáveis”, conclui.


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